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A rotulagem nutricional: Quando é necessária?
26 de janeiro de 2021 inove

A rotulagem nutricional: Quando é necessária?

Posted in Destaque

De acordo com a legislação, a definição de rotulagem nutricional é “toda descrição destinada a informar ao consumidor sobre as propriedades nutricionais de um alimento”. A dimensão da rotulagem nutricional para a propagação da alimentação saudável é admirada em grande parte dos estudos da nutrição, visto que os rótulos vêm sendo usados como uma estratégia para a redução dos índices de sobrepeso, obesidade e doenças crônicas ligadas aos hábitos alimentares.

Quer saber mais sobre qual a importância que a rotulagem? Continue lendo esse artigo para descobrir mais.

Rotulagem nutricional como via de mão dupla

Além de um indicador individual, a rotulagem nutricional, a princípio, apoia as estratégias políticas de saúde pública em benefício a saúde do consumidor. É através das informações da tabela que conhecemos as propriedades nutricionais de cada alimento que consumimos e com isso tomamos decisões mais conscientes.

Suponhamos que não houvesse regras e os alimentos não possuíssem nenhum tipo de informação. Uma pessoa com doenças que causam restrições alimentares, seja crônica como a diabetes, ou sobrepeso, poderiam fazer o uso de alimentos com altas quantidades de açúcar ou sódio sem ter conhecimento sobre isso.

Portanto a descrição das informações nutricionais não traz benefícios apenas ao consumidor, que será abastecido com detalhes importantes, mas também as marcas, que com os dados em mãos poderão manter uma comunicação mais consistente com seu cliente.

Agora que você já sabe qual a importância dessa descrição, vamos entender um pouco mais sobre quais são os itens obrigatórios no rótulo.

Quais são as informações obrigatórias?

Depois de entender mais sobre a importância do rotulo informativo, vamos conhecer quais são as obrigatoriedades exigidas. De acordo com a RDC nº 360, de 2003 é exigido declarar no rótulo a quantidade do valor enérgico e dos seguintes nutrientes:

  • Carboidratos;
  • Proteínas;
  • Gorduras totais;
  • Fibra alimentar;
  • Gorduras saturadas;
  • Sódio;
  • Gorduras trans.

Existe uma possibilidade de declarar outros valores, como de vitaminas e minerais, entretanto a empresa precisa comprovar essa declaração. Segundo a ANVISA:

“Outros minerais e vitaminas farão parte do quadro obrigatoriamente quando se fizer uma declaração de propriedades nutricionais ou outra declaração que faça referência à estes nutrientes. Optativamente, podem ser declarados vitaminas e minerais quando estiverem presentes em quantidade igual ou maior a 5% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) por porção indicada no rótulo.”

Além dos nutrientes obrigatórios, essa tabela deve conter: a quantidade por porção (g ou ml), devida medida caseira e a porcentagem do valor diário, conhecido como VD%. O valor diário apresenta o quanto da porção do produto corresponde à recomendação de determinado nutriente no dia para uma dieta baseada em 2000 calorias.

Alguns outros itens obrigatórios que devem estar presentes no rótulo:

  • Nome do produto;
  • Lista de ingredientes em ordem decrescente de quantidade, ou seja, o ingrediente que estiver em maior quantidade deve vir primeiro, e assim por diante;
  • Conteúdo líquido (quantidade ou volume que o produto apresenta);
  • Identificação da origem (identificação do país ou local de produção daquele produto);
  • Identificação do lote;
  • Prazo de validade: o dia e o mês para produtos com duração mínima menor de 3 meses, e o mês e ano para produtos com duração superior a 3 meses.
  • Instruções para o uso (caso tenha necessidade)

Por outro lado, existem produtos no mercado que não possuem uma rotulagem e vamos entender a seguir porque isso acontece.

Como saber se o produto é isento da rotulagem nutricional obrigatória?

Já entendemos que a rotulagem nutricional se aplica a todos os alimentos e bebidas produzidos, comercializados e embalados na ausência do cliente. Porém existem alguns produtos que não precisam de uma rotulagem nutricional, são eles:

  • As águas minerais e demais águas destinadas ao consumo;
  • As bebidas alcoólicas;
  • Os aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia;
  • As especiarias, como pimenta do reino, cominho, noz moscada, canela e outros;
  • Os vinagres;
  • O sal;
  • Café, erva mate, chá e outras ervas sem adição de outros ingredientes;
  • Alimentos embalados em restaurantes que são prontos para o consumo, como sanduiches embalados, saladas de frutas e outros;
  • Os produtos fracionados nos pontos de venda a varejo, como queijos, presuntos, salames, entre outros;
  • As frutas, vegetais e carnes in natura, refrigerados ou congelados;
  • Produtos que possuem embalagens com menos de 100 cm2 (esta dispensa não se aplica aos alimentos para fins especiais ou que apresentem declarações de propriedades nutricionais).

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